5 dicas para colocar o ensino híbrido nas escolas

Atualizado: 31 de Ago de 2020

O ensino híbrido possui diversos significados. Essa palavra não foi criada agora e também não chegou às escolas há pouco tempo. O híbrido é a união de pelo menos dois elementos que compõe um terceiro.


Nas escolas, antes da pandemia, o termo híbrido estava muito ligado à questão da tecnologia e do analógico nesse ambiente. Hoje, o contexto histórico deu para a educação híbrida um significado mais forte que é a escola que vai ter que gerir alunos presentes e ausentes, no retorno das aulas.


E como a escola organiza essa possibilidade? Para as instituições essa é a oportunidade de começar a implantar esse ensino híbrido na sua escolar.

Continue lendo esse texto e confira as 5 dicas!


1. O ensino híbrido deve ser construído dentro da cultura da escola

O principal problema que a escola remota não conseguiu resolver foi a autonomia do aluno. E esse processo não é rápido e deve ser feito de forma mais profunda.

E os gestores precisam decidir que eles querem escolas híbridas e tornar isso parte da cultura da instituição. Para essa inserção, é preciso criar um passo a passo:

  • identifique o que é preciso mudar na sua escola para que ela se torne híbrida;

  • identifique quais são os seus objetivos;

  • alinhe os objetivos e como isso será feito com os funcionários;

  • apresente a proposta para os pais e os alunos;

  • monte um cronograma para a realização dessas alterações;

  • inicie esse processo;

  • faça a análise dos resultados.

Sabemos que criar uma nova cultura não é uma tarefa fácil é preciso muito planejamento e insistência para que ele se torne parte da vida da escola. Assim, quando falamos em implantar o ensino híbrido, isso quer dizer fazer com que todos internalizem essa ideia.


2. As escolas precisam abraçar o digital como parte da vida dos alunos

Quando falamos de abraçar o mundo digital, não estamos falando apenas em gravar uma aula e os alunos assistirem das suas casa. Isso não estimula a autonomia dos alunos, pois ele acaba apenas acompanhando o vídeo.


As escolas precisam focar em identificar formas de usar o digital não apenas como uma ponte que faz essa ligação, mas como um meio, algo que é necessário. O ambiente online permite a utilização de plataformas e outros mecanismos que permitem que os próprios alunos tenham acesso ao material para o desenvolvimento de seu próprio hábito estudo.


Para entender como vai ser essa implantação do digital é preciso pensar se a aula será síncrona. Assim, os alunos que estão em casa e em sala, terão acesso ao mesmo conteúdo e da mesma forma? Refletir sobre essas questões é importante, pois é preciso que os alunos e o professor tenham uma experiência contínua e simultânea.


Ou assíncrona, nesse caso, cada um recebe o mesmo conteúdo, mas de forma diferente? Os alunos que ficam em casa tem um tipo de trabalho e os que estão presencialmente tenham uma outra experiência.


É necessário pensar nessas questões e como a tecnologia atravessa esses espaços.

3. Aceitar os dispositivos eletrônicos como ambiente de estudo

Sabemos que os dispositivos tecnológicos fazem da vida dos alunos. O importante é saber como utilizar esse recurso como sendo um aliado no aprendizado.


Muitas escolas proíbem o uso dos dispositivos tecnológicos dentro da sala de aula, pois eles acreditam que os equipamentos tiram a atenção dos alunos.


No entanto, percebemos que esses aparatos pode ser levados para dentro da sala de aula como instrumento para aprendizagem. Aprender como usar o espaço digital para o aprendizado é de extrema importância, pois isso é necessário criar essa cultura de que o próprio aluno busque pelo seu conhecimento.


O recreio escolar é um território em que os celular não deve ser utilizado, pois quando o aluno se fecha no seu mundo, ele não permite o acesso de nenhuma outra pessoa.


Por isso, faça do intervalo um lugar para promover outros tipos de aprendizagem dos alunos, como a inteligência socioemocional e saúde alimentar. E leve essa tecnologia para dentro da sala de aula.

4. O professor precisa se apropriar da tecnologia para as atividades

Quando falamos de entrar no mundo digital, não estamos dizendo apenas para gravar aulas e enviar para os alunos. Eles precisam fazer desse espaço, o seu local de trabalho.


A escola remota fez com que esse processo tivesse início nas instituições. Em primeiro momento, vimos os professores desesperados, mas agora, eles já se apropriaram disso.


Mas se o aluno aprender a estudar e a pesquisar na internet, o professor será substituído?


Para essa resposta, percebemos que os professores do modelo tradicional, como instrutores e detentores de todo o conhecimento vai sim desaparecer. Mas ele vai abrir portas para o professor tenha uma posição de maestro, que coordena e orienta os pequenos grupos em sua jornada de aprendizado.


Quando os discentes se apropriam da tecnologia, eles conseguem usar a seu favor para ensinar os alunos. O ideal é que eles promovam discussões, reflexões e explique as informações.


5. Os pais precisam aceitar que as crianças estão estudando diante de uma tela

É natural, culturalmente aceitável, que qualquer dispositivo crie a situação de estudo, de ensino e de aprendizagem para o aluno.


Não podíamos ver esse contexto em março, pois era uma cultura muito restrita e isso torna os alunos dependentes dessa figura do professor. Com o ensino remoto, causado pela pandemia e a necessidade de dar continuidade às atividades escolares, os pais passaram a aceitar que os alunos estão estudando quando eles estão na frente das telas.


A partir deste novo contexto, percebemos que existe um espaço para que as escolas reorganizem a estrutura escolar e passem a formar alunos que são mais conscientes e autônomos.


O ensino híbrido precisa ser implantado nas escolas e requer tempo e planejamento. As instituições de ensino precisam colocar esse tema na sua agenda urgente!


Quer saber mais sobre o assunto? Assista ao nosso webinar gratuito sobre o ensino híbrido e a cultura da explicação nas escolas.



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