O que aprendemos com o Vivadí em 2020?

Atualizado: Jan 19

O ano de 2020 trouxe muitas surpresas para as escolas do Brasil e do mundo. Encarar um novo cenário sem ter conhecimento do que fazer foi um grande desafio para todos os gestores. E o que percebemos é que muitos estavam dispostos a encarar esse cenário e trazer inovações para as escolas.

Durante 34 semanas, trabalhamos para trazer os principais temas da área da educação e que poderiam contribuir para a formação e informação dos gestores escolares. E isso nos confirmou a necessidade que temos de desenvolver o Hemisfério Direito dos alunos.


E de tudo que trabalhamos esse ano, separamos alguns pontos para revisitarmos as principais provocações e propostas de valor para a escola que queremos para 2021. Continue lendo esse texto e conheça quais são eles.


1. A escola precisa desenvolver o Hemisfério Direito dos alunos

O célebre Ken Robinson já dizia que as escolas focam apenas da cintura para cima dos alunos, depois somente na cabeça e por último apenas em um lado da cabeça. Percebemos que a sociedade está mudando e que as hard skills não são mais o suficiente para garantir que os alunos vivam no meio no qual eles estão inseridos.

E é por isso que percebemos que as escolas têm um papel fundamental na formação desse novo aluno, que é desenvolvido como um ser completo. Dessa forma, o foco no está no fortalecimento do lado esquerdo e o direito de forma igualitária. Esse aluno estará muito mais preparado para enfrentar os desafios da sociedade.


2. O corpo é precisa ser trabalhado nas escolas

Estamos acostumados com as escolas que desenvolvem apenas as habilidades duras dos alunos, mas e o resto do corpo? Como ele fica? E a grande confusão que ocorre nas escolas é confundir o corpo com a educação física. Achamos que porque você tem duas horas na semana de educação física o corpo está na escola, mas isso é muito pouco. Mas isso não é verdade.


No entanto, a educação física tem pouquíssimo a ver com todas as dimensões amplas e complexas que o corpo representa. Diríamos que uma das manifestações mais estritas e restritas do corpo são a educação física. Precisamos recuperar o corpo mais amplo, complexo, diverso, sutil, polissêmico, expressivo e comunicacional.

O corpo não se manifesta somente no esporte como nos movimentos clássicos do esporte. Há movimentos que só outros registros do corpo mostram e há domínios, grupos musculares, posições que só a partir de outras práticas do corpo aparecem. É preciso tomar essa consciência de que o corpo também precisa ser um foco do desenvolvimento dos alunos.


3. A cultura digital veio para ficar nas escolas

O celular do aluno coloca toda a informação disponível na sua mão. Durante muito tempo, a escola foi o canal de distribuição de informação e o professor era responsável por isso. Com o celular na mão, o aluno não precisa do professor para se informar.


Quando você mapeia o celular do adolescente, ele tem um aplicativo no mínimo, para cada prática social relevante para ele. Então, ele ouve música, assiste vídeo, conversa com os amigos, faz esporte, mas ele faz uma coisa que não tem em nenhum aplicativo dele que é estudar. Por que a educação não tem seu aplicativo universal para os alunos estudarem? Por que a educação não se conecta com o celular? Há uma enorme dívida ali.


Se a gente consegue conectar celular, redes sociais e processos educacionais, a gente pode fazer uma festa da revolução educacional. Esse tripé tem que conectar, se a gente não faz isso, o celular e as redes sociais continuam sendo nosso grande inimigo, nosso distrator e não nos permite incorporar algo que não tem jeito.


A função dos professores nesse momento não é mais de detentor da informação, ele passa a ser o responsável por fazer os alunos refletirem e criarem um pensamento crítico sobre o que eles estão aprendendo. O professor passa a ser um orientador dos alunos.


4. Os gestores são muito importantes para as escolas

O diretor precisa ser dono de um conceito muito moderno e ao mesmo tempo é muito antigo, que é a narrativa da escola. Dizemos que é muito moderno, porque no mundo empresarial a gente fala de narrativas o tempo todo. Que história essa empresa conta? Que história essa escola conta? Ou dito de outra maneira melhor, que história o diretor conta da escola que ele dirige. Essa é a narrativa.

Precisamos de um perfil de diretor que seja multidisciplinar e que também domine as finanças. É preciso se movimentar com tranquilidade e com fluidez não só no pedagógico, mas também com relação fluida com a tecnologia e o hemisfério direito dos alunos.


O risco de não fazer nada agora ou depois da pandemia é maior do que o risco de fazer alguma coisa errada. E esse tem que ser um mantra do diretor da escola “eu preciso fazer, eu preciso propor, eu preciso testar, eu preciso enfrentar o que está acontecendo”.


5. Criar uma cultura da explicação aumenta a performance dos alunos

A palavra explicação é um substantivo que ficou para nós muito particular, porque é um substantivo próximo para todos nós e para qualquer um que tenha passado pela educação. Todos convivemos com a palavra explicação com a maior naturalidade. Faz parte da sua vida.


Por outro lado, se você vai para uma livraria ou a biblioteca e busca um livro cujo título é “a explicação” ou coisa do tipo, em geral, você não encontra nada. Então, pensamos que é algo tão próximo que ninguém olha para ele, tão cotidiano que todo mundo passa como se fosse transparente.

Qualquer um pode informar e avaliar hoje em dia, inclusive a tecnologia. Mas explicar é uma obrigação e direito do professor. Não há como substituir o educador, a posição professoral na hora de explicar. Não dá para pensar que a tecnologia explica, que na própria informação está embutida a sua explicação. Essa é uma operação humana, intelectualmente sofisticada e que faz uso da informação para criar algum sentido.


O grande desafio da escola é montar um time de professores sensacional e esse time é o que conecta com o aluno e que se dá através de vários componentes em que o principal deles é a explicação. Não adianta o professor ser legal se a explicação não se conecta com o aluno. O aluno reconhece e vê o valor de quando o professor traz essa informação para a realidade dos alunos.


O ano de 2020 está acabando, mas nossa parceria junto aos gestores de escolas de todo Brasil continua na construção da escola que queremos. Que tal darmos uma volta de 360 graus pela sua escola para entendermos qual é a sua proposta de valor?! Clique aqui e assista ao Vivadí 360º.


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