Qual a participação da Comunicação Não Violenta dentro das escolas?

No período híbrido e de isolamento social, a comunicação por escrita ficou muito mais comum do que a verbal. E o que percebemos é que essa forma de interação com o contexto e tom de voz são perdidos. É nesse contexto que percebemos a necessidade de desenvolver a Comunicação Não Violenta no contexto educacional.


Dentre essas novas relações, você já se sentiu atingido por alguma fala expressada por alguma pessoa? Pode parecer inofensivo, mas a comunicação em muitas situações podem gerar desconforto e atingir as pessoas de forma violenta.


Quer entender mais sobre a Comunicação Não Violenta? Continue lendo nosso texto e entenda mais sobre como trabalhar essa forma de comunicar dentro das escolas.

O que é a Comunicação Não Violenta?

Comunicar vem da palavra latim “communicare”, que significa partilhar, tornar comum e participar de algo. É a partir dessa interação que passamos a nos relacionar com as pessoas que estão ao nosso redor.


A comunicação não é feita apenas de falar, ela se manifesta nos contextos, tom de voz e expressões que estão por trás dessa interação. Para além dessa comunicação não verbal, temos a comunicação não violenta, que se trata da forma como a informação é passada.


A Comunicação Não Violenta (CNV) é uma forma de se comunicar, que se apresenta mais desarmada. E a CNV é uma comunicação compassiva, que tem mais compaixão, é feita de coração aberto e permite fortalecer os vínculos entre as pessoas.

Como ela se encaixa no contexto escolar?

A comunicação no retorno das aulas será completamente diferente devido ao costume que criamos em usar a tecnologia para realizar esse intermédio. E já ficou corriqueiro para nós ligar o computador e se comunicar com as pessoas através do celular, do computador.


A escola é por natureza um lugar de conflito, porque você está lidando com seres em desenvolvimento, em amadurecimento, que precisam passar por momento não de conflito, mas de confronto, contraditório, da troca de opiniões, da discussão e do debate. No entanto, muitas vezes, a gente não tem a maturidade de lidar com isso com naturalidade, a gente tenta fazer intervenções onde o tempo seria o melhor remédio para fazer o amadurecimento das relações, por meio da comunicação.

Como retornar às aulas com a Comunicação Não Violenta?

Os alunos estão chegando massivamente nas escolas e eles estão chegando com uma vontade de interagir, de estar próximo, de conversar, de olhar o outro e o isolamento social fica mais difícil quanto mais baixa a idade, pois a compreensão é menor.


Os mais velhos já entendem mais essa situação de interação. Porém, as idades inferiores precisam de mais cuidado, mais intervenção da escola. E a comunicação não violenta vem como uma forma de orientar como os educadores podem lidar com esses alunos que estão precisando de um contato.


Uma lição que todos aprendemos nessa pandemia é que a gente usou mais o texto escrito, do que a comunicação verbal e que por natureza, quando você escreve, você pode ser mais agressivo do que quando você faz a comunicação oral. Quando você fala com alguém, você pode dosar o tom de voz, usar um gesto, uma mímica, uma expressão, um contexto que diminua o peso da palavra. Quando você escreve, a pessoa do outro lado não tem esse contexto para fazer a interpretação, a palavra é fria, é dura, pode machucar e tem mais efeito do que a palavra expressa oralmente.


Mediante esse contexto, os alunos estão voltando com muita carência, desejo de interação e de falar e aí, a gente resgata um lugar da escola que perdemos há muito tempo, que é o lugar da escuta. A escola sempre quer falar, ensinar, formar e a gente perde o lugar da escuta, da acolhida e esse parece ser o maior exercício que nós como educadores devemos nos preparar para fazer.


A Comunicação Não Violenta é um dos pilares da escola e a sua aplicação no contexto retorno às aulas se torna ainda mais necessário. Quer saber como a CNVV pode influenciar positivamente na comunicação digital e presencial? Clique aqui e assista ao nosso webinar completo.


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